Exame de Ordem sofrerá mudanças significativas ainda em 2011

Àqueles que farão o próximo Exame de Ordem, 2011.1, penso que esta notícia seja do maior interesse.

O Exame de Ordem sofrerá as seguintes mudanças, segundo notícia publicada no site amazonasnoticias, com informações da OAB/AM:

  • diminuição no número de questões da prova objetiva — de 100 para 80;
  • fim da exigência de disciplinas do eixo fundamental;
  • supressões do parágrafo 3º do artigo 6º, do Provimento 136;
  • e a flexibilização no que diz respeito à quantidade de provas a serem realizadas anualmente.

No último exame realizado, o qual não saiu o resultado final ainda, foi feita uma pesquisa com os examinandos, ainda na 1ª fase do certame, questionando, inclusive, o número de questões. Entre as opções, tinha a de diminuição do número de questões de 100 para 80. Acredito que essa pesquisa ajudou a Ordem tomar essa decisão.

No entanto, sinceramente, não vejo com tão bons olhos isso. Isto porque, convenhamos, apesar de as chances continuarem, matematicamente, sendo de 50%, era melhor poder errar 50 questões.

Ocorre que eram cerca de mais de 10 matérias dividas em 100 questões. Agora, serão mais de 10 matérias divididas em 80 questões. No molde que era, você poderia se esforçar mais nas matérias de Direito Público, por exemplo, pois elas formavam a maior parte da prova. Obvio que continuará assim, mas agora o número de questões, obviamente, será reduzido e, consequentemente, quem fará o próximo exame não sabe quantas questões cairão de Constitucional (que é uma matéria fácil), Administrativo, Tributário, Processo Civil, Processo Penal e afins… A única coisa certa é que cairá 10 questões de Ética (ou mais).

Por outro lado, positivamente, é válido lembrar que muitas pessoas padecem do mal de demorar muito para fazer a prova. Realmente, isso de fato acontecia e muitas pessoas reclamavam que o tempo não era hábil. Agora não vai ter mais desculpas. Isso é um ponto positivo.

Continua a reportagem noticiando:

Segundo o presidente da Comissão do Exame de Ordem na OAB/AM, Caupolican Padilha, essas alterações têm a função de possibilitar uma melhor resolução da prova, e não a diminuição da dificuldade.

Para Padilha, a mudança mais profunda se refere ao corte de 20 questões da prova objetiva. “Tínhamos uma reclamação muito grande por parte dos graduados de que as cinco horas de exame não eram suficientes. Agora, há mais tempo para responder as questões”, afirmou. “Quanto às matérias de eixo fundamental, a decisão oficializa o que já vem sendo praticado, uma vez que as disciplinas Filosofia e Antropologia, por exemplo, não eram aplicadas na prova”, explicou.

Outra mudança ocorrida foi a supressão do §3º, do art. 6º, do Provimento 136 da OAB. Quanto a isso, comenta o representante da OAB/AM que a decisão foi baseada na busca por melhor compreensão do documento. “Era um trecho que, devido à má interpretação ou mesmo má fé de alguns candidatos, acabou sendo excluído”, ressaltou.

Má-fé? Bem, de fato havia alguns examinandos que usavam de má-fé sim. Isso é inegável. No entanto, a maioria simplesmente lutava com fulcro no parágrafo em virtude da incompetência da Ordem e (principalmente) da FGV em corrigir as provas de maneira que realmente avaliasse o candidato. Agora a OAB ganhou mais uma “arma” nesta guerra. Qual será a fundamentação dos candidatos quando eles virem que seu raciocínio jurídico não foi aferido, por exemplo? É triste, mas é o que ocorre.

Por fim, a notícia diz:

Sobre a flexibilização na quantidade de provas a serem realizadas anualmente, Caupolican Padilha enfatizou que a logística da OAB é a maior beneficiada com a decisão. “Por causa da obrigatoriedade da realização de três provas anuais, estamos ainda ocupados com o Exame 2010/3. Com essa alteração, já estaríamos nos dedicando aos exames de 2011. As etapas se sustentam no número de turmas que cada faculdade possui e não conheço nenhuma que forme três turmas por ano”, enfatizou.

Ou seja, parece-me que essa “flexibilização” quer dizer que haverá apenas duas provas anuais, o que “piora” a situação dos examinandos que, até o momento, poderiam fazer três provas ao ano.

São mudanças que, sinceramente, beneficiarão muito mais a OAB do que os examinandos.

Bola pra frente e estudem, pois a prova só tende a ficar mais difícil daqui para frente.

Um abraço.

Do amigo,

Hugo.

Fonte: twitter do prof. Marco Antonio (Rede LFG) e amazonasnoticias.com.br.

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