Quando eu precisei de meus serviços.

No último mês passei por uma verdadeira saga com a empresa NET somente para cancelar um simples serviço.

Sinceramente, desde a primeira, das cinco ou mais ligações, confiei na empresa, ou seja, minha paz e tranquilidade estavam “ok”, pois sabia que a empresa iria cancelar o serviço de TV (no caso) sem maiores problemas.

Porém, não foi o que aconteceu.

Depois de uma longínqua história, só consegui resolver meu problema depois de mais 40 dias entre esperas por um período inteiro em minha residência sem qualquer “abano de rabo” por parte da empresa, desde horas gastas no telefone com o SAC da empresa e, também, e-mails trocados.

O tempo perdido não volta mais. A paz e a tranquilidade também vão embora, em algum momento, pois, afinal, você não aguenta mais solicitar a mesma coisa todas as vezes e contar a mesma história sempre, como se não houvesse um histórico de suas ligações.

No final das contas, para piorar, a empresa debitou um valor indevidamente de minha conta, o que foi o estopim da situação. Mais uma batalha teve de ser travada até a devolução do valor.

Resolvida a situação? Não!

Havia, ainda, aquela paz e a tranquilidade que a empresa retirou de mim quando me deixava em casa sem qualquer explicação aguardando funcionários que nunca iam buscar os tais pontos de TV a cabo; as intermináveis horas que fiquei ao telefone; os inúmeros e-mails trocados sem qualquer objetividade.

Havia, portanto, o que chamamos de dano moral. Todos temos algo chamado personalidade. Nossa personalidade é protegida pelo Direito e uma das coisas que fazem parte de nossa personalidade, por assim dizer, é a nossa “paz de espírito”, nossa tranquilidade.

Quando nossa personalidade é ferida, acontece algo que chamamos de dano e todo dano deve ser indenizado.

Assim sendo, me peguei em uma situação que nunca havia estado: como advogado de consumidores, eu precisava de meus próprios serviços. Eu precisava entrar com uma ação na justiça para ver meu direito de ser indenizado resguardado, diante da péssima prestação de serviço por parte da empresa.

Tudo isto, é claro – e deixo aqui uma dica -, está comprovado através de todos os protocolos que anotei, desde a primeira ligação, quando cancelei o serviço.

Desta maneira, não me restou alternativa: eu tinha que entrar com uma ação judicial.

Foi o que fiz.

Acredito, porém, que acima de toda a experiência negativa, devemos tirar algo de positivo. No caso, tirei mais experiência. Agora, efetivamente, eu entendo a dor pela qual passam meus clientes e não só o Direito que assegura a reparação deste dano.

Humildade sempre.

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2 comentários sobre “Quando eu precisei de meus serviços.

  1. Roberto Silva

    Incrível trabalho sobre o tema aqui tratado, realizado pela intelectual, Bianca Pires de Albuquerque no estudo dos fenômenos sociais ocorridos na época contemporânea no Brasil; Vale a pena conferir; Parabéns FFLCH – USP, pela iniciativa;

Olá, não estou mais respondendo comentários por aqui. Acesse: www.hugo.adv.br www.edgardmedeiros.com.br www.instagram.com/edgardmedeirosadvogados/ www.facebook.com/EdgardeMedeirosAdvogados/ www.youtube.com/channel/UC6U25Xj3nYYz-MuWV7TMq4w

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